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Síntese: Nagada III & Reinos Proto-dinásticos

Este post servirá como síntese dos dois anteriores com um breve resumo sobre Nagada II e os Reinos Proto-dinásticos.

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Pré-dinástico

(5300 – 3000 a.C.)

c. 3200-3050/3000 a.C.: Nagada III (Alto e Baixo Egipto)
 
Última fase do Pré-dinástico. Fruto da evolução de Nagada I e II.
Desaparecimento da cultura material do Baixo Egipto – substituída por objetos típicos de Nagada. Deslocação das populações de Sul para o Norte (Baixo Egipto). Colonização pacífica, sem grandes pressões. Mudanças na sociedade espelham-se nas produções cerâmicas. Conjuntos cerâmicos mais homogéneos e com novos modelos e tipologias. Cerâmica de fabrico manual e possível uso de um instrumento rotativo em algumas exceções. Peças elaboradas com pouco cuidado; apesar de terem sido documentados casos com acabamentos de alta qualidade. Decoração rara ou quase inexistente; exceções com padrões incisos de coloração vermelha. Desenvolvimento nas técnicas de construção de embarcações. Maior controlo do Nilo. Comércio e contactos com populações estrangeiras.
 

Proto-dinástico

 
Reinos de Nagada, Abidos & Hieracompolis
 
Nagada é absorvida por Abidos. Momentos bélicos resultantes da disputa de territórios. Abidos, aliado a Hieracompolis, começa a exercer um controlo sobre grande parte do território. Hieracompolis torna-se num importante centro de culto, associado a Hórus. Aparecem as bases do poder faraónico (administração, sistema judicial, burocracia). Hierarquização social. Poder nas mãos de chefes. Elites e, posteriormente, os monarcas da Dinastia 0 e da I Dinastia são enterrados nas necrópoles de Abidos. Primeiras evidências de escrita hieroglífica (Necrópoles U-J). Enterramentos opulentos em fossas retangulares de grande dimensão.
Mudanças registadas na arte (Túmulo 100 de Hieracompolis)
 
 

Unificação

(c. 3000 a.C.)
 
Este post servirá como síntese dos dois anteriores – Um pouco de Nagada III e Reinos Proto-dinásticos – com um breve resumo sobre a cultura de Nagada III e os reinos de Nagada, Abidos e Hieracompolis.
 
 

Cláudia Barros é licenciada em Arqueologia pela Universidade do Minho (2018). Em 2022 concluiu o Mestrado, na mesma área e instituição, com a dissertação “O Olhar de Gomes Eanes de Zurara sobre o Norte de Marrocos: estudo da paisagem de Alcácer Ceguer (Ksar Sghir)”.

Atualmente é colaboradora das revistas Egiptología 2.0 (Barcelona) e El Aldabón – Gaceta Interna del Museo Nacional de las Culturas del Mundo (México), e tradutora da Ancient History Encyclopedia, especialmente no âmbito da Assirologia e Egiptologia, a sua área de estudo e eleição.

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